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Observando este fragmento: “A ciência distingue-se do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos, preconceitos, tradições cristalizadas, enquanto a primeira baseia-se em pesquisa, investigações metódicas e sistemáticas e teorias necessariamente coerente e verdadeira. A ciência é conhecimento que resulta de um trabalho racional”. (CHAUÍ, M. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, p. 291, 2014), Pergunta-se, entretanto, qual a distinção entre ciência e filosofia?
Preencha as lacunas do enunciado com os termos indicados nas alternativas: “Podemos falar em dois grandes momentos de teorização da arte. No primeiro, inaugurado por (_______) e (_______), a Filosofia trata as artes do ponto de vista da (________); no segundo, a partir do século XVIII, do ponto de vista da (________) com (______________)”.
A sequência correta é
Seguindo este pensamento: “Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência”. (MARX, K. A ideologia alemã. In; VV. AA. Os filósofos através dos textos. São Paulo: EDUSC, 1997, p. 254), a principal contribuição do marxismo para as ciências humanas é:
Os dois textos abaixo rementem para a ética aristotélica. Leia-os com atenção.
Texto I
“Quando estava ganhando vinte mil dólares por ano, achei que era capaz de ganhar cem mil. Quando já ganhava cem mil por ano, achei que poderia ganhar duzentos mil. Quando estava ganhando um milhão de dólares por ano, achei que poderia ganhar três milhões. Havia sempre alguém num degrau mais alto que o meu, e eu não conseguia parar de pensar: será que ele é realmente duas vezes melhor do que eu?” (Apud.: GALO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2014, p. 141. Palavras do banqueiro norte-americano Dennis Levine, citada em: SINGER, Peter. Ética prática. São Paulo: Martins Fontes, 1998. P. 351).
Texto II
“Os fins são vários e nós escolhemos alguns dentre eles (...) segue-se que nem todos os fins são absolutos; mas o sumo bem é claramente algo de absoluto. Portanto, só existe um fim absoluto (...). A felicidade é algo absoluto e autossuficiente, sendo também a finalidade da ação. (ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 1991. (Os Pensadores).
Com base nos textos, a alternativa que explica melhor a ética aristotélica é
Leia e compare os fragmentos a seguir: “Quando alguém transfere seu direito, ou a ele renuncia, fá-lo em consideração a outro direito que reciprocamente lhe foi transferido, ou a qualquer outro bem que daí espera. Pois é um ato voluntário, e o objetivo de todos os atos voluntários dos homens é algum bem para si mesmos. (...) A transferência mútua de direitos é aquilo a que se chama contrato”. (HOBBES, T. O Leviatã. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p. 115).
“A passagem de estado de natureza para o estado civil determina ao homem uma mudança muito notável, substituindo na sua conduta o instinto pela justiça e dando às suas ações moralidade que antes lhe faltava. É só então que, tomando a voz do dever o lugar do impulso físico, e o direito o lugar do apetite, o homem, até aí levando em consideração apenas a sua pessoa, vê-se forçado a agir baseando-se em outros princípios e a consultar a razão antes de ouvir suas inclinações”. (ROUSSEAU. J. Do Contrato Social. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 33-36. (Os Pensadores).
Com base nestes fragmentos e sobre as teorias políticas dos séculos XVII e XVIII, a alternativa, que melhor complementa as ideias, expressas neles, é
O “período conhecido como Renascimento, espera-se fazer renascer o pensamento, a ciência, as artes, a ética, as técnicas e a política que haviam sido desenvolvidos antes que a Igreja e os teólogos tivessem tomado para si o privilégio do saber e a autoridade para decidir o que poderia e o que não poderia ser pensado, dito e feito.” (CHAUÍ, M. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática. P. 332, 2014).
Desse tal modo pode-se corretamente afirmar que, durante o renascimento, Esparta, Atenas e Roma são tomadas como exemplo de:
Leia o texto: “Vai tanta diferença entre o como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupa com o que se deveria fazer em vez de que se faz aprende antes a ruína própria do que o modo de se preservar (...). Assim é necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade”. (MAQUIAVEL. O Príncipe. São Paulo: Folha de São Paulo, 2010. P. 36).
Complementando essa ideia, para Maquiavel, o ponto de partida da política é que
Leia o extrato seguinte para construir sua análise: “O logos é verdadeiro, no caso de ser justo e conforme à “lógica”; é falso quando dissimula alguma burla secreta (sofisma). Mas o mito tem por finalidade apenas a si mesmo. Acredita-se ou não nele, conforme a própria vontade, mediante ato de fé, caso pareça “belo” ou verossímil, ou simplesmente porque se quer acreditar. O mito, assim, atrai em torno de si toda a parcela do irracional existente no pensamento humano; por sua própria natureza, é aparentado à arte, em toda as suas criações”. (GRIMAL, Pierre. A mitologia grega. São Paulo: Brasiliense, 1982, p.8-9).
Esse extrato permite que afirme:
I Antes de interpretar o mundo, o homem o deseja ou o teme pela fantasia e pela imaginação.
II O mito, ao se ocupar do ser humano, tem como finalidade provocar uma reflexão sobre sua natureza.
III O mito são narrativas pitorescas que transcendem a existência comum cotidiana e que se enraízam em diferentes culturas.
IV O mito busca transformar experiência vivida em experiências compreendidas.
Somente estão corretas as afirmativas
Leia estes dois pequenos textos: TEXTO I
(...) enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade eu penso, logo existo era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da filosofia que procurava. (DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 54. Coleção Os Pensadores).
TEXTO II
Os que se dedicaram às ciências foram ou empíricos ou dogmáticos. Os empíricos, à maneira das formigas, acumulam e usam as provisões; os racionalistas, à maneira das aranhas, de si mesmos extraem o que lhe serve para a teia. A abelha representa a posição intermediária: recolhe a matéria prima das flores do jardim e do campo e com seus próprios recursos a transforma e digere. (BACON, Francis. Novum organum. São Paulo: Abril Cultural, 1973. P. 69. Coleção Os Pensadores).
A alternativa, que expressa, o problema central da filosofia moderna de Descartes e Bacon, é
Todas as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante de nós em dado momento é diferente do que foi há pouco e do que será depois: “Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, pois na segunda vez não somos os mesmos, e também as águas mudaram. (Aranha; Martins. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2013. p. 27).
Com base nesse pressuposto, Heráclito (535-475 a.C) que nasceu em Éfeso, na Jônia, procurou compreender a multiplicidade do real. Ao contrário de seus contemporâneos – como Parmênides –, Heráclito não rejeitava as contradições e queria apreender a realidade na sua mudança, no seu devir. Sendo assim, com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Heráclito, é correto afirmar-se que