Segundo Kunsch (2003), a comunicação interna deve promover a liberdade e a abertura comunicacional, além de proporcionar um ambiente de trabalho que possibilite a integração entre funcionários e setores, justamente porque o funcionário é um dos porta-vozes da organização e influi diretamente na imagem e conceito da empresa. Dessa maneira, podemos dizer, conforme Torquato (2002), que a missão básica da comunicação interna é criar e manter um clima favorável à realização das metas estratégicas da instituição, ao crescimento de suas atividades, serviços e linhas de produtos. Para cumprir essa missão, é necessário primeiramente estimular o público interno por meio de mecanismos e ferramentas de informação, persuasão e envolvimento. Sobre o assunto, julgue as afirmativas.
I.Geralmente o público interno busca colaborar com a empresa, mas muitas vezes faltam incentivos de participação; dessa forma, os empregados não se envolvem e não reconhecem sua importância para a organização, o que gera desmotivação e descomprometimento, transformando os funcionários em uma poderosa força negativa.
II. Não há um canal de comunicação que atinja todos os públicos de interesse, sendo necessário segmentar a comunicação, trabalhando com veículos dirigidos e mensagens apropriadas para efetivar o processo e impedir a perda de confiabilidade. Pode-se também utilizar diversos canais, pois, por exemplo, um único jornal interno pode não atender às expectativas de todos os grupos.
III . Para atender às demandas diferenciadas, existe uma infinidade de canais de comunicação interna, dentre os quais se destacam: jornais e revistas, boletins, folhetos, comunicados, quadro de avisos e murais, reuniões, encontros, conversas individuais, programas de promoção, entre outros.
IV. As publicações internas podem trazer mensagens provenientes do próprio corpo funcional, como também apresentar assuntos variados e interessantes para atrair a atenção do leitor. É essencial que os veículos estejam adequados às expectativas dos diferentes grupos.
V. Para selecionar os canais e as linguagens mais adequados, é fundamental estudar o público por meio de pesquisas e auditorias que levantarão a cultura da organização e os pontos fortes e fracos, proporcionando um amplo conhecimento do negócio a fim de embasar o planejamento estratégico e a execução da comunicação. Daí a importância da comunicação interna e do envolvimento dos públicos, caso contrário os objetivos, a missão, a visão e os valores da empresa nunca sairão do papel.
Em relação ao atendimento à imprensa e à organização de entrevistas, julgue o item a seguir.
O assessor nunca pode assumir o papel de porta-voz, porque
quem trata dos assuntos da empresa é o presidente ou algum
diretor escolhido para essa função de autoridade.
Para atender as demandas da imprensa, uma das atividades do comunicador é preparar as autoridades como porta-vozes para o relacionamento com a imprensa por meio de
No processo de gestão de uma crise, o trabalho de comunicação é fundamental para que ele seja conduzido da melhor forma
possível, fazendo com que a empresa ou a instituição atingida aja com toda a ética que a situação exige. Nesses casos, para
entrar em contato com a mídia, representando a empresa, a pessoa mais indicada é o
Os cursos conhecidos por “media training” constituem importante meio de capacitação de
gestores organizacionais. Os manuais de Assessoria de Imprensa orientam que esses cursos
sejam ofertados com
O que norteia a análise da imagem, reputação e credibilidade é a possibilidade de a empresa passar por uma crise e, com isso, dependendo da sua intensidade, sofrer a temida crise de imagem. Entender a imagem empresarial, como ela se constrói e as vantagens proporcionadas à organização que a transparece de maneira positiva provocam ganhos na hora de enfrentar uma crise. Além disso, entender o universo da imagem é um grande passo ao planejamento contra as crises: uma organização bem preparada sofre menos conseqüências negativas na imagem. Portanto, são tarefas ligadas ao cotidiano e também aos momentos de crise:
I.Um assessor de imprensa deve instruir seu assessorado sobre como tratar a imprensa, de modo geral, e como se portar durante as entrevistas, em particular. É conveniente, inclusive, que esse aconselhamento seja feito não apenas oralmente, mas também reforçado pela elaboração de um material por escrito, que possa ser consultado pelo representante da instituição toda vez que estiver se preparando para conceder uma entrevista ou tiver contato com jornalistas. As orientações devem incluir desde normas de procedimento moral até dicas de como se portar, por exemplo, diante de um microfone.
II. O relacionamento com os veículos de comunicação deve ser constante e atualizado, abastecendo-os com informações relativas ao assessorado (por meio de releases, press-kits, sugestões de pautas e outros produtos), intermediando as relações e atendendo às solicitações dos jornalistas de quaisquer órgãos de imprensa.
III., Há duas situações em que os press-kits ganham destaque: nas entrevistas coletivas ou eventos. Jornalistas de emissoras de rádio e televisão, de revistas e jornais precisam receber um maior volume de dados para ter mais embasamento sobre o tema, o que é oferecido pelos press-kits.
IV. Para as entrevistas coletivas, inclusive ao falar com os públicos de interesse, as assessorias desenvolvem o serviço de media-training, relacionando os veículos de comunicação do seu interesse e dos seus clientes. Os dados ali contidos possibilitam que o assessor de imprensa saiba exatamente a quem - dentro de um jornal, emissora de rádio ou de televisão - deve mandar o release, o press-kit e outros produtos de divulgação.
V. Em uma situação específica de crise, se a organização for procurada pela imprensa para falar sobre o evento, recomenda-se o fornecimento de todos os dados possíveis. Também se orienta que, caso a entrevista trate de assuntos delicados, o porta-voz da organização esteja preparado para responder com informações e exemplos concretos às perguntas embaraçosas, não recorrendo à mentira como um recurso, porque esta será apenas um paliativo que não resolverá o problema, mas, sim, criará outros ainda maiores.
Antecedendo os gerenciamentos de crise, faz-se necessário que a assessoria de comunicação realize um media training com os
quadros da empresa assessorada. Entre os profissionais que passarão por esse treinamento estão o CEO, os diretores, os
gerentes e também
O gerenciamento de crise é uma das tarefas mais difíceis de serem feitas em uma Assessoria de Comunicação. Esse é um trabalho que requer transparência tanto da empresa, instituição ou assessorado envolvido, como do assessor de comunicação. Quando o assessorado é o responsável principal pela situação de crise, a melhor atitude do assessor é
Durante uma ação de gestão de crise causada por um vazamento de dados de determinado órgão público, a assessoria de comunicação desse órgão decidiu adotar uma estratégia de transparência para se comunicar com a sociedade. Para isso, foi elaborado um comunicado esclarecendo o que de fato aconteceu, as causas do vazamento — no caso, um ataque hacker —, as ações que estavam sendo tomadas para normalizar a situação e prevenir novas ocorrências desse problema, e os cuidados que as pessoas afetadas deveriam tomar para evitar danos. O texto foi publicado no site do órgão e encaminhado aos veículos da imprensa em papel timbrado e assinado pelo presidente da organização.
Além disso, para garantir melhor cobertura junto à imprensa e melhorar a comunicação com o público, o órgão convidou as principais emissoras de televisão para um comunicado oficial. Nesse comunicado, o porta-voz do órgão apresentou os fatos ocorridos, seu impacto e as ações tomadas para tratar o vazamento e respondeu perguntas dos jornalistas.
No que se refere a essa situação hipotética, julgue o próximo item.
O primeiro comunicado se caracteriza como nota oficial.