Mesmo diante de diversos avisos e letreiros de proibição e dos
alertas verbais de agente de segurança pública presente no local,
Jack ingressou no Lago do Amor, em Campo Grande/MS,
nadando rapidamente até o meio do lago. Quando retornava à
margem, foi atacado por um jacaré, vindo a perder um braço.
Após a alta médica, Jack dirigiu-se a uma unidade da Polícia
Judiciária, realizando registro de ocorrência em desfavor do
agente público, afirmando que ele tinha o dever de impedir seu
ingresso no lago e que era o responsável pela lesão que sofrera.
Diante desse cenário, é correto afirmar que o agente público:
Considere o seguinte caso: Uma pessoa A, totalmente inexperiente no manejo de arma de fogo, dispara com intenção de matar B, mas a uma distância a partir da qual nenhum observador acreditaria ser possível acertar o alvo, mesmo para o mais experiente atirador. Não obstante, o disparo de A alcança e mata B.
Tomando em conta a teoria da imputação objetiva, como formulada por Claus Roxin e Günter Jakobs, pode-se afirmar que
Afim de fazer uso de certa droga injetável, Eliel pede
a Sinval uma seringa emprestada, pois não tem
dinheiro para adquirir a sua em uma farmácia. Com a
cessão da seringa por Sinval, Eliel ministra a droga no
próprio corpo, vindo a falecerem virtude de overdose.
Saliente-se que Sinval desejava a morte de Eliel e
intimamente torcia para o desfecho trágico.
Considerando apenas as informações constantes do
enunciado, de acordo com a teoria da imputação
objetiva:
Ao menos no Brasil, embora existentes outras
concepções de imputação objetiva, a generalidade
da literatura penal se acostumou em apresentar o
modelo funcionalista moderado do penalista Claus
Roxin. Nesse sentido, considerando os pressupostos
de sua construção teórica, analise o caso proposto a
seguir e assinale a alternativa correta.
Um Delegado de Polícia, sem embargo alertado pelo
escrivão e pelo investigador sobre a precariedade
dos freios da viatura, exigiu ser transportado até a
circunscrição vizinha. Antes de chegar à rodovia, o
escrivão novamente o advertiu sobre os problemas de
freio do veículo oficial, mas a autoridade impôs que a
sua vontade fosse devidamente cumprida. Durante o
trajeto viário, o escrivão perdeu o controle do veículo
em curva acentuada por falha no sistema de freios e,
desgovernado, atravessou a pista contrária e caiu em
um barranco de quinze metros. O Delegado de Polícia
morreu no acidente e a perícia técnica comprovou que
nenhum fator adicional corroborou para o sinistro.
Leia as afirmativas de doutrinadores do Direito Penal e, após, assinale a alternativa correta:
I - "...atribuir a alguém a realização de uma conduta criadora de um risco relevante e juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. Trata-se de um dos mais antigos problemas do Direito Penal, qual seja, a determinação de quando a lesão de um interesse jurídico pode ser considerada 'obra' de uma pessoa..." "...Quem dirige um automóvel, de acordo com as normas legais, oferece a si próprio e a terceiros um risco tolerado, permitido. Se, contudo, desobedecendo as regras, faz manobra irregular, realizando o que a doutrina denomina 'infração de dever objetivo de cuidado', como uma ultrapassagem perigosa, emprego de velocidade incompatível nas proximidades de uma escola, desrespeito a sinal vermelho de cruzamento, 'racha', direção em estado de embriaguez etc., produz um risco proibido (desvalor da ação). Esse perigo desaprovado conduz, em linha de princípio, à tipicidade da conduta, seja a hipótese, em tese, de crime doloso ou culposo. Significa que não há um risco proibido para os crimes dolosos e outro para os culposos. O perigo é o mesmo para todas as espécies de infrações penais." (Damásio E. de Jesus - Direito Penal, volume 1, Saraiva);
II - "Todo sujeito age numa circunstância dada e com um âmbito de autodeterminação também dado. Em sua própria personalidade há uma contribuição para esse âmbito de autodeterminação, posto que a sociedade - por melhor organizada que seja - nunca tem a possibilidade de brindar a todos os homens com as mesmas oportunidades. Em consequência há sujeitos que têm um menor âmbito de autodeterminação, condicionado desta maneira por causas sociais. Não será possível atribuir estas causas sociais ao sujeito e sobrecarregá-lo com elas no momento da reprovação de culpabilidade..." (Eugenio Raúl Zaffaroni, Manual de Direito Penal Brasileiro, RT).
No estudo da Teoria do Crime, a imputação objetiva relaciona
uma série de princípios que objetivam delimitar e corrigir a
teoria da equivalência dos antecedentes adotada pelo artigo
13 do Código Penal, procurando complementar a questão do
nexo causal. Nessa linha, assinale a afirmativa INCORRETA em
relação ao estudo da imputação objetiva.