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Em termos práticos e governamentais, a inclusão implica na reformulação de políticas educacionais e de implementação de projetos educacionais do sentido excludente ao sentido inclusivo. Uma grande questão que geralmente se coloca sobre esse aspecto, em países, regiões ou localidades em que a educação especial já tenha tradicionalmente se instaurado como um sistema paralelo de ensino, se refere à onerosidade financeira de tal reformulação.
Ora, parece claro que nenhum começo é fácil. Mas os esforços e investimentos demandados pelo movimento de defesa pela inclusão em educação podem, de fato, ser onerosos, apenas se vistos numa perspectiva imediatista. A longo prazo, no entanto, o investimento compensa, pois permitem o desenvolvimento pessoal, educacional e social de indivíduos que, em outra hipótese, seriam excluídos das oportunidades que a sociedade oferta para aqueles que detém algum nível de educação formal.
Transformar, por exemplo, as escolas especiais atuais em centros de referência de educação especial, cujo objetivo principal seria fornecer apoio técnico às escolas regulares, não apenas não seria tão oneroso assim, como também significaria uma saudável reformulação no imaginário a respeito da educação especial, que até hoje tem sido predominantemente confundida com escola especial.
Educação especial é muito mais do que escola especial. Como tal, sua prática não precisa (nem deve) estar limitada a um sistema paralelo de educação, e sim fazer parte da educação como um todo, acontecendo nas escolas regulares e constituindo-se em mais um sinal de qualidade em educação, quando oferecida a qualquer aluno que dela necessite, por quaisquer que sejam os motivos (internos ou externos ao indivíduo). Portanto, nos casos em que uma tradição paralela do oferecimento da educação especial ainda não esteja consolidada, concentrar esforços e investimentos na inclusão em educação já seria, de início, uma vantagem.
Leia o texto 'Inclusão' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que a educação especial é muito mais do que uma escola especial, pois a sua prática deve sempre constituir um sistema paralelo de educação, com instituições próprias, professores especializados e uma pedagogia que cria uma realidade educacional alternativa para os educandos.
II. O texto leva o leitor a entender que a questão da onerosidade financeira da reformulação decorrente da educação inclusiva é comumente levantada em países, regiões ou localidades em que a educação especial já tenha tradicionalmente se instaurado como um sistema paralelo de ensino.
III. O texto leva o leitor a inferir que a educação especial deve fazer parte da educação como um todo, acontecendo nas escolas regulares e constituindo-se em mais um sinal de qualidade em educação, quando oferecida a qualquer aluno que dela necessite, por quaisquer que sejam os motivos (internos ou externos ao indivíduo).