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Estudos sobre identidade profissional, que tomam por base as ideias de Claude Dubar, sociólogo francês que pesquisa as identidades no trabalho, têm demonstrado que a constituição identitária se dá a partir de dois processos: um mais voltado para o sujeito (processo biográfico), que envolve sua história, suas memórias, experiências e concepções, seus afetos, etc; outro mais voltado para o social (processo relacional), que envolve as relações com o meio físico e social, sobretudo em relação ao que este meio atribui como características ao profissional. Esses dois processos, no entanto, interagem permanentemente na construção da identidade profissional e se caracterizam permanentemente que se constitui como um jogo de forças entre os eixos biográfico e relacional. De um lado, as atribuições, que equivalem às expectativas que os outros têm do sujeito - o para si -, de outro as identificações ou não identificações do sujeito com as atribuições que os outros lhe conferem - a pertença, o em si.
Fonte: Laurinda Ramalho de Almeida; Vera Maria Nigro Souza de Placco. O coordenador pedagógico: Provocações e possibilidades de atuação. Edições Loyola, 2008.
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