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Por ocasião de uma vinda anterior ao Brasil, visitando uma prisão em Florianópolis, pude ler o seguinte cartaz feito por um preso: “Aprendemos sempre, mesmo quando não queremos aprender”.
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O que se aprende na prisão e por quê? O que todos aprendem na prisão não são programas detalhados, módulos estruturados ou currículos pensados por especialistas em educação. Na prisão, como em outros lugares, há necessidades. Necessidades e urgências. Necessidade e urgência de sobreviver no universo carcerário, necessidade e urgência de conhecer as redes de influência, necessidade e urgência de integrar as atitudes que serão positivamente tomadas em consideração para uma saída mais rápida da prisão, necessidade e urgência de saber como melhorar seu cotidiano, necessidade e urgência de guardar um mínimo de intimidade, necessidade e urgência de simplesmente existir. Nessas condições, aprende-se rápido e vai-se direto ao essencial.
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Este é um trecho de “Aprender e Desaprender”, trabalho apresentado durante o Seminário Nacional pela Educação nas Prisões, realizado em Brasília em julho de 2006, por Marc De Maeyer, pesquisador sênior no Instituto da UNESCO para Educação ao Longo da Vida.
Ao final desse trabalho, o autor apresenta algumas conclusões sobre o tema “educação na prisão”.
A alternativa que explicita uma das conclusões de Marc De Maeyer, que está diretamente relacionada com o texto acima, é: