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“Existem muitas dificuldades que os professores de Educação Física podem enfrentar quando lidam com turmas mistas. Um dos aspectos a se considerar é o processo de estereotipia de gêneros, já que a escola é apontada como um importante agente de socialização, reproduzindo e fortalecendo, às vezes de forma implícita ou dissimulada, as ‘ditas’ funções femininas e masculinas. Souza (in Pereira e Souza, 2011) sintetiza um panorama das pesquisas sobre gênero no contexto escolar com enfoque no jogo, justamente por ele estar presente em todas as culturas e envolvendo crianças de todas as idades. A importância reside no fato de que ‘... a participação em jogos e em atividades lúdicas pode influenciar as relações sociais, emocionais, cognitivas e motoras da criança’.”
(SOUZA, Gisele Maria Costa. O jogo na escola: reflexões sobre a questão de gênero. In: PEREIRA, S.A.M. & SOUZA, G.M.C. (orgs.). Educação Física escolar: elementos para pensar a prática educacional. São Paulo: Phorte, 2011.)
Relacionando o jogo de crianças a partir de cinco anos com a questão do gênero, pode-se afirmar que