///
A participação ativa do sujeito no ato de musicalização não mobiliza apenas os aspectos mentais conscientes que conduzem a uma apreciação objetiva da música, mas também uma gama ampla e difusa de sentimentos e tendências pessoais. Por esse motivo a música é, para as pessoas, além de objeto sonoro, concreto, específico e autônomo, também aquilo que simboliza, representa ou evoca (GAINZA, 1988, p. 34).
GAINZA, V. H. Estudos de psicopedagogia musical. São Paulo: Summus, 1988.
Na aula de música na Educação Infantil, um professor utilizou o telefone celular para gravar, em áudio, a voz de cada criança cantando um trecho de uma cantiga da infância, de escolha dela própria, pronunciando os fonemas nã, nã, nã no lugar das palavras. Esta gravação foi feita de forma reservada, de modo que os colegas não ouvissem a criança cuja voz estava sendo gravada.
Em seguida, o professor executou cada uma das gravações, para que a turma ouvisse e procurasse identificar que música fora entoada e qual colega estava cantando.
Com base nessa proposta, durante essa atividade, foram trabalhados com as crianças os seguintes aspectos: