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As elites criollas, que, para se diferenciarem das populações autóctones e dos escravos africanos, se definiram durante muito tempo como “os espanhóis da América”, afastaram-se deste “modelo” na última década do século XVIII, identificaram-se com a América e, de maneira pragmática, pela primeira vez, defenderam a identidade e os valores das civilizações pré-colombianas. A concepção do Império Espanhol como um Estado nacional unitário deixava clara a desigualdade política e jurídica das possessões americanas. Podemos afirmar que a concepção de “nação espanhola”, predominante na América Meridional do período da conquista até a promulgação da Constituição de Cádiz, foi substituída pela concepção de nação americana. E, sobretudo ao final das violentas guerras civis, surgiu a concepção de petite patrie, isto é, cada República proclamada futuramente seria uma nação.
Tendo em vista os desdobramentos da expansão napoleônica na Europa, o processo histórico em pauta refere-se ao antagonismo entre