///
A anestesia de répteis depende do conhecimento das particularidades fisiológicas e anatômicas comparadas aos mamíferos, destacando o sistema cardiovascular e a termorregulação. Essas diferenças conferem aos répteis algumas características como baixa taxa metabólica e consequente menor carência de oxigênio. Dadas as afirmativas sobre anestesia em répteis,
I. Répteis não possuem epiglote, mas a glote tem capacidade de abertura e fechamento conforme o ciclo respiratório, sendo prudente esperar sua abertura para inserção do tubo.
II. Quando for atingido um plano anestésico com profundidade suficiente para realização de cirurgias, apneia é observada e o paciente deve ser ventilado, com um volume corrente menor que o realizado em mamíferos e alta frequência respiratória.
III. A temperatura corpórea está diretamente relacionada com a taxa metabólica e exerce efeito decisivo na cinética da maioria dos fármacos administrados. Situações de hipotermia promovem redução na biotransformação dos fármacos, e alteram o período de ação e recuperação.
IV. Períodos de apneia estão associados com diminuição da perfusão pulmonar e redirecionamento do fluxo do sangue (shunt) do lado direito para o esquerdo no ventrículo. O shunt cardíaco direito/esquerdo promove um bypass pulmonar e consequentemente recirculação de sangue desoxigenado na circulação sistêmica e uma significativa redução da pressão arterial de oxigênio (PaO2). verifica-se que estão corretas apenas