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A educação formal brasileira inicia-se no período do Brasil Colônia, com a chegada dos jesuítas, em 1549, sob a orientação do Padre Manoel da Nóbrega. Após a chegada dos portugueses ao Brasil, instalou-se aqui o modelo político e econômico denominado de agrário-exportador-dependente, o qual se caracterizava pela prática extrativista de produtos naturais (pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro, diamantes, algodão e tabaco), que eram levados para Portugal (a metrópole que exercia poder sobre a colônia) e demais países europeus. Esta relação recebia o nome de Pacto Colonial, que compreendia o direito de exclusividade adquirido pela metrópole para explorar a colônia. Este regime monopolista exigiu a organização da elite colonial – composta pela nobreza e burguesia mercantil – principalmente no que diz respeito à formação e administração de grupos de pessoas que trabalhassem na terra, com custo mínimo da mão de obra. Assim, durante a educação dos jesuítas:
I. Inicialmente, buscou-se a dominação dos índios através da força, mas como eles tinham conhecimento geográfico da colônia, os confrontos, apesar da diferença de armamentos, eram desvantajosos para os colonizadores.
II. Em 1920, chegam com Tomé de Souza quatro padres e dois irmãos jesuítas, sob a responsabilidade do padre Manoel da Nóbrega. Eles objetivavam ampliar seu poderio religioso, assumindo o protestantismo iniciado por Martinho Lutero, através da educação.
III. No Brasil colônia, almejava também a dominação ideológica sobre os índios, convertendo-os à fé católica. Índios eram ensinados a obedecer e aceitar os dogmas e leis impostas pelos religiosos, sob pena de serem castigados por estarem em pecado. A conversão possibilitou o domínio do colonizador sobre os nativos, atendendo os interesses políticos e econômicos de Portugal.