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No estudo realizado por Stencio & Capellini sobre as habilidades perceptivas visuais e qualidade de escrita de escolares com dislexia, e também sobre habilidades sociais com queixas de hiperatividade e desatenção, em relação à dislexia as autoras fizeram um enfoque diferenciado, visto que atribuem a restrição de investimentos feitos nas escolas parte da responsabilidade pelos prejuízos verificados no desenvolvimento das habilidades visuais necessárias para a aprendizagem adequada da leitura e escrita.
Elaborada pro Guidolin et al, a pesquisa sobre TDAH e sobre o impacto no desenvolvimento das crianças e também a importância fundamental de tal aspecto para o amadurecimento de todo ser humano. Ambas apresentados como artigos originais na Revista da Associação Brasileira de Psicologia – Psicopedagogia (2013).
Pereira & Calsa, ao realizarem sua pesquisa com ênfase na área psicomotora na educação infantil, apontam que ao observarem o cenário atual da educação básica, o mesmo demonstra uma ruptura em relação à literatura e aos textos legais preconizados para o ano letivo. A educação básica privilegia e aplica na escola uma concepção mnemônica e positivista ao negligenciar aspectos presentes nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs), à medida que há preocupação excessiva com a alfabetização, ações de memorização e repetição e sabe-se que o brincar e ações corporais associadas, são a base da aprendizagem infantil. Os educadores esquecem que a base para que ela ocorra é no próprio corpo infantil. Esse desenvolvimento sensório motor e de habilidades físicas e espaciais que vão proporcionar a posteriori a apropriação de conceitos da matemática e aquisição da língua escrita. A coordenação de movimentos resulta na elaboração do espaço temporal espacial no período sensório motor (Piaget) essa aquisição será aliada ao processo de tomada de consciência, pois organiza as relações espaciais com as pessoas e os objetos. Pois bem, ao considerar tais aspectos numa visão construtivista, noção de espaço progressivamente se desenvolve e constrói entre realidade, percepção de si, do mundo e do espaço, até chegar à representação gráfica por meio do desenho pg. 179. (PEREIRA & CALSA, 2013).
Segundo Pereira e Calsa (2013, p. 179) “Visto dessa perspectiva psicológica, é necessário considerar que a construção da noção de espaço acompanha o desenvolvimento mental, ou seja, é constituída desde o nascimento do indivíduo”.
Sabe-se há muito tempo da importância do caráter pedagógico construtivista para o desenvolvimento cognitivo e afetivo emocional dos estudantes, com maior ênfase na educação de crianças de 4 a 5 anos da educação infantil.
Segundo Pereira & Calsagc, ao realizar sua pesquisa com ênfase na área psicomotora na educação infantil com objetivo de verificar a importância de uma intervenção pedagógica construtivista constataram que:
I. Os educadores, nos anos iniciais, parecem que esqueceram que a base da aprendizagem infantil é o próprio corpo da criança, através de atividades desenvolvidas no período sensório motor piagetiano, através do brincar;
II. A aplicação de uma concepção mnemônica e positivista privilegia aspectos presentes nos parâmetros curriculares nacionais (PCNs);
III. A apropriação de conceitos da matemática não necessita do desenvolvimento de atividades físicas;
IV. Uma prática pedagógica fundamentada em princípios teórico-metodológicos pode oportunizar a reestruturação do processo de tomada de consciência de crianças que de 4 a 5 anos passaram pela intervenção psicopedagógica na escola.