///
Para Silva e Moreira (2002), o currículo escolar não pode ser mais compreendido sob uma perspectiva meramente técnica ou neutra de transmissão de conteúdo, mas sim como um campo de batalha política e cultural onde se cruzam saber e poder, sendo um elemento crucial na construção de identidades e subjetividades sociais. Ao se inserirem na tradição das Teorias Críticas e Pós-Críticas, os autores argumentam que o currículo é um dispositivo de política cultural que ativamente produz, circula e consome significados, determinando quais conhecimentos, valores e linguagens são considerados legítimos (o currículo formal e real) e quais são silenciados ou negados (o currículo oculto). Dessa forma, o currículo é visto como um artefato histórico e social que corporifica as relações de poder e as desigualdades de classe, raça e gênero na sociedade, e deve ser constantemente contestado e negociado para que promova a crítica e a transformação social.
Segundo essa perspectiva, o currículo é sempre uma construção política. No entanto, muitos profissionais da Educação consideram que o currículo é apenas lista de conteúdos.
Para os autores, essa visão corresponde a qual teoria?