///
Sacks (1990, p. 128) é mais contundente em suas colocações: Nem a linguagem nem as formas superiores de desenvolvimento cerebral ocorrem espontaneamente; dependem da exposição à linguagem. Se as crianças surdas não são expostas, bem cedo, a boa linguagem ou comunicação, pode haver um atraso (até mesmo uma interrupção) da maturação cerebral, com uma contínua predominância dos processos do hemisfério direito e uma falta de “transferência” hemisférica. Mas, se a linguagem, um código linguístico, pode ser introduzida ate a puberdade, a forma do código (fala ou sinal), parece não importar; só importa que seja bastante boa para permitir a manipulação interna... e então pode ocorrer a transferência normal para o predomínio do hemisfério esquerdo.
No que se refere à importância da aquisição de uma língua para o desenvolvimento dos processos cognitivos, o autor é muito específico, quando aborda que experiência da linguagem pode alterar consideravelmente o desenvolvimento cerebral (...) se for bastante deficiente (...) pode retardar a maturação do cérebro.
Em resumo, no que se refere ao pensamento, é correto afirmar que: