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Para Bondioli (2014, p. 49), a qualidade é "[...] um conceito inquietante da cultura pedagógica [...], não tanto e não somente porque plurívoco e ambíguo, mas pela sua natureza eminentemente política: qualidade é o que a autoridade ou a sociedade civil delineiam como digno de valor e como ideal a ser realizado, tem a ver com os escopos e as finalidades que um grupo pretende perseguir. Por esse motivo, a avaliação das instituições educativas em termos de critérios e parâmetros de qualidade não é uma questão puramente técnica nem resolvível remetendo-se a uma lógica objetiva, mas tem uma natureza, além de científica [...], também política. Os parâmetros e os critérios com base nos quais julgar se são bons os programas, planejamentos, ações, inovações, produtos educativos não podem ser senão fruto de uma "negociação"". Partindo da premissa de que a qualidade é negociada no contexto educativo, envolvendo docentes, familiares, alunos e demais membros da comunidade escolar, é possível afirmar que, nesses termos, a avaliação assume caráter: