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Ao tratar do estudo como prática supervisora, Rangel (2001) recorre ao pensamento de Hannah Arendt, segundo o qual a confiança em quem ocupa determinada função se constrói pelo modo como essa função é exercida, tornando-se legítima e reconhecida pelo grupo no qual – e pelo qual – se estabelece tal relação. Ainda na trilha arendtiana, a autora observa que na dinâmica funcional, assim como na sociopolítica, a ausência de competência ou de condições adequadas para o desempenho esperado pode provocar distorções sustentadas por insegurança e arbitrariedade.
A primeira e a segunda forma de relação explicitadas correspondem, respectivamente, aos conceitos arendtianos de