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Morin situa desafios interdependentes que a humanidade deve enfrentar e propõe uma mudança de paradigma para a educação e o ensino no sentido de compreender a condição humana referida ao Universo. Retoma Montaigne ao defender, como finalidade do ensino, que “é melhor uma cabeça bem feita que uma cabeça cheia”, isto é, uma “cabeça” com uma aptidão geral para colocar e tratar problemas, e com princípios organizadores que permitam ligar os saberes e lhes dar sentido, pois, para Morin (2007), conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas