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Leia o relato a seguir: Pedro, com oito anos de idade, no 3º ano do Ensino Fundamental I, apresentava-se como uma criança que tentava resolver a maioria das situações conflituosas vividas com seus colegas na escola por meio da agressão física. Por esse motivo, foi encaminhado algumas vezes para a coordenação junto aos colegas envolvidos. Nesses momentos, a coordenadora conversava sobre o ocorrido, tentando encontrar os culpados pela briga, enfatizando quais seriam as ações de um bom comportamento. Porém, tais conversas pareciam não contribuir para que seu comportamento mudasse.
A professora, por não notar avanços no comportamento de Pedro, decidiu conversar com o garoto, perguntando-lhe por que batia em seus colegas. O aluno respondeu-lhe que era porque seu pai o mandava agir assim; afirmou, ainda, que ele lhe dizia que nunca poderia aceitar ser o “bobão” da turma e que, para evitar ser tratado dessa maneira, deveria agredir quando se sentisse agredido.
A coordenadora, então, convidou os pais do aluno para uma conversa. Mesmo após ouvir o relato de todos os fatos que envolviam seu filho, ao final do encontro o pai não alterou seu ponto de vista: reforçou seu posicionamento quanto à educação de Pedro, demonstrando acreditar que agredindo fisicamente os colegas, que o garoto conseguiria ser respeitado, e que o conteúdo das orientações dirigidas ao filho não seria modificado.
Levando em conta as fases do desenvolvimento moral propostas por Jean Piaget no processo de mediação de conflitos no espaço escolar, assinale a afirmativa correta em relação a esse relato.