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O rápido período em que trabalhei na chefia da Casa Civil de Benedito Valadares representou, na realidade, uma tomada de posição no que dizia respeito ao meu futuro. Até então, não havia resolvido abandonar a clínica. Todas as manhãs ia ao Hospital Militar, pois não queria deixar de operar um dia sequer. Encontrava-me numa situação transitória — sobre isso não tinha qualquer dúvida, dada a natureza política do cargo que ocupava. Tudo era questão de tempo. Mais dia, menos dia, e todo aquele alvoroço palaciano se extinguiria. E o que iria fazer então? Daí a razão por que conservava meu consultório no edifício do Parc Royal e insistia em manter-me atualizado com a melhor técnica cirúrgica. Esforço vão. Em Diamantina — a minha velha e amada Diamantina —, contudo, o destino já começara a tecer, com seus dedos invisíveis, a teia na qual em breve iria me enredar.
O vocábulo “futuro” está empregado, no texto, no sentido de sina, e poderia ser por essa palavra substituído se o trecho em que ele ocorre fosse reescrito da seguinte forma: à minha sina, caso em que o emprego do sinal indicativo de crase seria obrigatório.