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Denominar a Educação do Campo como um processo é uma maneira de destacar a recente introdução da categoria educacional e, também, sua própria dinâmica de consolidação, que se faz em movimento e por movimentos.
Indicar como recente a Educação do Campo é, de saída, delimitar as diferenças entre esta e a Educação Rural, o processo de escolarização existente na zona rural brasileira. Pode-se caracterizar Educação do Campo como um movimento, constituído pelos sujeitos sociais que integram as realidades camponesas e que almejam vincular o processo de vida no campo com os pressupostos educacionais, aliando assim escola e vida, os pressupostos da cotidianidade rural e os processos educativos formais.
A diferenciação dessa proposta reside na sua construção, que é idealizada, operacionalizada pelos sujeitos do campo. A proposta da Educação do Campo não é meramente pedagógica; ao buscar relacionar escola e vida, também se almeja a veiculação de uma determinada concepção de campo, na qual esse seja um lugar de vida. Essa compreensão se distingue da concepção de campo hegemônico, na qual o campo é apenas um espaço de produção, na qual os meios para socialização, cultura e educação para os moradores da zona rural não estão inseridos.
Analisar os itens abaixo quanto ao texto: I - Educação do Campo é um movimento integrado por sujeitos da realidade camponesa e visa ao vínculo entre o processo de vida no campo e os pressupostos educacionais.
II - A Educação do Campo é idealizada e operacionalizada pelos sujeitos do campo.