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Segundo Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, “a expressão das emoções é sempre uma linguagem e como tal ela constrói seus códigos a partir dos materiais e dos modelos que lhe fornece a cultura em que se manifesta. Portanto, na medida em que os comportamentos emocionais constituem assim uma linguagem, é perfeitamente legítimo esperar que eles variem quando se passa de uma sociedade a outra. Por exemplo, a expressão do medo é mais ou menos a mesma na China e no Ocidente, isso já não ocorre no caso da cólera: o Chinês irritado arregala os olhos arredondando-os, e eis por que eles supõem que os Europeus estão sempre encolerizados. Estirar a língua é um sinal de surpresa entre os Chineses. Noutras culturas, cuspir não é forçosamente um sinal de desprezo; isso pode exprimir uma bênção entre os Árabes. Em resumo, muitas das manifestações humanas, universalmente consideradas como emocionais, podem possuir significações bastante diferenciadas”.
A partir da afirmação acima, é correto dizer que