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Um dos educadores musicais mais representativos do século XX observou que intervalos de semitom eram os mais difíceis de serem entoados corretamente pelas crianças e eram pouco utilizados em brincadeiras e jogos infantis de seu país. Desse modo, a composição do seu material didático teve por base as estruturas melódicas e rítmicas presentes nas canções infantis e nas tradições da sua terra natal, partindo da escala pentatônica. Para este educador, o solfejo é sempre relativo, tomando como referência o Dó móvel e a manossolfa, isto é, a associação de gestos manuais com a altura das notas. Considerava o canto como fundamento da cultura musical, pois a voz é o sinal mais imediato que nos comunica com a música, já que parte do próprio sujeito, que tem controle sobre ela. Por essa razão, o seu método de trabalho enfatiza o canto coral, não apenas como um meio de expressão musical e sim como um exercício para o desenvolvimento emocional e intelectual. Ao trabalhar o canto com as crianças, proporcionava uma vivência prazerosa da música, que poderia criar uma ligação entre a criança e a música, estimulando-a a buscar outras formas de expressão musical, como outros tipos de canto ou a vivência de uma música instrumental.
Esta descrição corresponde à proposta pedagógica de qual educador musical?