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Sobre as cidades medievais, o historiador Georges Duby afirma: Por mais estreita, ruidosa e mesmo mal-cheirosa que fosse, a rua conservava sua força de atração, pois representava a comunicação, em todos os sentidos da palavra, a distração e a ação. A vida. Para ela as casas voltavam regularmente sua fachada mais cuidada, a mais ornada de “amabilidades”, suas aberturas mais amplas e, naturalmente, suas tabuletas, assim como a abertura de suas oficinas. Os quartos mais apreciados ficavam do lado da rua, e não do lado do pátio, em particular o do “chefe da casa” e de sua mulher, como levam a admitir alguns inventários. “Ao contrário das cidades do Oriente, cuja estrutura em colmeia de abelha convida o clã, o grupo étnico ou confessional a viver curvado sobre si mesmo”, tudo, nas boas cidades do Ocidente no final da Idade Média, “impele para a rua os membros de uma sociedade urbana extrovertida” (Bernard Chevalier).
(DUBY, Georges [Org.]. História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 457.)
A análise de G. Duby acerca de um aspecto relativo à organização espacial da cidade na Idade Média permite entender a importância das vias públicas nesses espaços.
Ainda sobre esse caráter organizativo do espaço urbano da cidade medieval, é correto afirmar: