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Em relação ao aprendizado da linguagem escrita para as crianças que ingressam no ensino fundamental, o documento “Ensino fundamental de nove anos: orientações gerais” (MEC/SEB, 2004) enfatiza que “[...] a escola possui um papel fundamental e decisivo, sobretudo para as crianças oriundas de famílias de baixa renda e de pouca escolaridade”. Nesse sentido, do ponto de vista pedagógico, é correto afirmar que é fundamental:
I. considerar que o processo de alfabetização se inicia somente aos seis ou sete anos de idade e que as crianças chegam à escola com as condições cognitivas necessárias para esse aprendizado.
II. compreender que a entrada na escola não pode tornar-se uma ruptura com o processo anterior, vivido pelas crianças em casa ou na instituição de educação infantil, mas sim uma forma de dar continuidade às suas experiências anteriores para que elas, gradativamente, sistematizem os conhecimentos sobre a língua escrita.
III. que as instituições educativas trabalhem o processo de alfabetização das crianças, apresentando a escrita de forma contextualizada nos seus diversos usos.
IV. a escola considerar a curiosidade, o desejo e o interesse das crianças, utilizando a leitura e a escrita em situações significativas para elas.
V. um trabalho sistemático, centrado tanto nos aspectos funcionais e textuais quanto no aprendizado dos aspectos gráficos da linguagem escrita e daqueles referentes ao sistema alfabético de representação.
VI. considerar que, para as crianças oriundas de famílias de baixa renda e de pouca escolaridade, a linguagem escrita constitui uma novidade, por isso não possuem requisitos necessários para essa aprendizagem. Desse modo, um maior tempo de escolaridade, com foco exclusivo na alfabetização, deve ser compreendido como ampliação de suas possibilidades de aprender.