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Conforme Jorge Larrosa (2010), atentar-se para a alteridade da infância permite a emergência de outra forma de pensamento na educação, na escola e na prática educativa. Nessa direção, o autor defende que “a verdade da infância não está no que dizemos dela, mas no que ela nos diz no próprio acontecimento de sua aparição entre nós, como algo novo. E, além disso, tendo-se em conta que, ainda que a infância nos mostre uma face visível, conserva também um tesouro oculto de sentido, o que faz com que jamais possamos esgotá-la” (LARROSA, J. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas, 2010, p. 195).
Considerando as ideias contidas na obra do autor, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A infância é necessariamente um lugar conhecido e capturado pelos professores e especialistas, a partir de um conjunto de saberes científicos e de ações tecnicamente controladas e eficazes.
( ) Pensar a infância na contemporaneidade é considerar os múltiplos fragmentos culturais que a constituem como uma construção social e histórica, sujeita a mudanças.
( ) A infância na contemporaneidade é um outro que, a todo instante, nos faz pensar e questionar as práticas diárias do nosso fazer pedagógico, abrindo uma lacuna entre os saberes já construídos.
( ) Ensinar para a infância baseia-se principalmente nas ideias acerca da natureza do conhecimento e nas etapas de desenvolvimento da mente da criança.
( ) Na medida em que encarna o surgimento da alteridade, a infância nunca é o que sabemos, nunca é aquilo apreendido pelo nosso poder, nunca está no lugar que a ela reservamos.
( ) A infância, muito mais do que uma categoria histórica e cultural, é constituída por estágios de aprendizagem previamente delineados que facilitam a escolha de metodologias pelo professor.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.