///
Em conquista histórica, depois de muitos anos de luta e parceria entre o estado, o produtor rural e demais instituições ligadas ao setor agropecuário, Rondônia finalmente foi reconhecida, em maio de 2021, como zona livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio do novo status sanitário foi feito em assembleia geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na França, e traz consigo a promessa de grandes negócios e oportunidades.
Júlio Cesar Rocha Peres, presidente da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), explica que o reconhecimento também impõe desafios, que será preciso manter o rigor nos cuidados sanitários e que o produtor rural terá papel ainda mais importante para garantir a manutenção desse novo status sanitário. “O produtor rural, que sempre esteve engajado nas ações desenvolvidas pelo governo estadual, continuará a ter grande importância na prevenção de doenças em nosso gado”, salientou.
Segundo ele, na área da economia, a expectativa é que as exportações aumentem e que o ano de 2021 feche com mais de 756 milhões de dólares em exportação de carne. Outra boa notícia é que, com o reconhecimento internacional, a carne produzida em Rondônia poderá ser exportada para países que pagam melhor a arroba do boi, como as nações da União Europeia e o Japão.
Ainda sobre o reconhecimento internacional, Júlio Peres explica que o produtor aceitou os desafios e cumpriu todas as exigências impostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela OIE. “Em contrapartida, o governo estadual fortaleceu a Idaron, o que possibilitou o controle de trânsito, a inspeção sanitária e o trabalho de educação sanitária em todos os municípios, distritos e localidades, em todas as regiões do estado, inclusive em áreas de rios e mata, onde o acesso é restrito. Isso garante certificação de qualidade ao boi produzido em Rondônia. Hoje, por terra, água ou ar, a Idaron consegue atender o produtor rural, sem restrições”.
Já na expectativa de alcançar a chancela da OIE, o governo de Rondônia investiu, em apenas dois anos, mais de R$ 40 milhões na Idaron, com renovação e ampliação da frota, aquisição de um avião anfíbio, reforma de dois barcos que atuam na fronteira, compra de quatro quadriciclos, para acessar áreas de atoleiro, e ampliou a rede de comunicação, para que o pecuarista pudesse acessar os serviços da Idaron pela Internet ou celular. “Para este ano, ainda está prevista a aquisição de 11 vans, mais 30 caminhonetes e vinte veículos leves, além de equipamento e material para aprimoramento do trabalho desenvolvido pelos profissionais da Agência”, afirmou Júlio Cesar.
Outra peça fundamental nesse processo de erradicação da febre aftosa, além dos próprios criadores e do poder público, é o Fundo Emergencial da Febre Aftosa do Estado de Rondônia (Fefa), criado pela iniciativa privada para reforçar o sistema de defesa sanitária e garantir segurança aos produtores.
“O status mundial de área livre de aftosa é um referencial de primeira linha, algo que os setores da produção almejavam havia muito tempo. Para o Fefa, é uma caminhada importante, que começou com a constituição do fundo e com investimentos no fortalecimento do sistema de defesa”, comenta o presidente do Fundo, José Vidal Hilgert.
O vocábulo “melhor” (linha 12) exerce, na oração em que se insere, função adverbial.