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A infância deve ser um tempo de brincadeira, pois é brincando que as crianças têm suas primeiras aproximações e apropriações dos encontros sociais, representando o mundo em que está inserida, se constituindo e se colocando no espaço de convivência. (SÃO JOSÉ, 2020, p. 150). Portanto:
I. A importância da brincadeira está nas representações estabelecidas entre os pares, entre a representação da criança com o brinquedo, entre os limites estabelecidos, entre as noções de regras para um bom convívio social, sendo aporte para (com)viver nas expressões, narrativas, diálogos, encontros, altruísmo, constituição da maturação socioafetiva.
II. Amparadas em Vygotsky, entende-se que o brincar é a atividade principal da criança, sobretudo na primeira infância. A ampliação da comunicação neste momento se dá de modo que a criança se percebe como agente direto e indireto nessa ação, comunicando-se, refletindo, interagindo e consequentemente modificando o ambiente e o seu estado inicial, percebendo que pode ser um agente transformador de sua própria realidade.
III. Brincar é fundamental para o desenvolvimento da criança, pois a brincadeira permite conhecer e aprender sobre as coisas que estão presentes no seu cotidiano: sobre as pessoas, a natureza, a cultura, os objetos e sobre si mesma.
IV. O brincar envolve o corpo e a linguagem da criança, que elabora o mundo vivido e expressa-se, através da imaginação e do faz de conta, os sentidos que atribui aos códigos sociais partilhados pela cultura.
V. As professoras, os professores e demais profissionais da educação têm a oportunidade, por meio do brincar, de conhecer os significados culturais partilhados pelas crianças através das brincadeiras, para tanto, faz-se urgente ancorar um entendimento sobre as crianças como produtoras de culturas e não apenas como sujeitos que reproduzem 'passivamente' o mundo em que vivem.
A alternativa correta é: