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“Nesta sociedade, a escola vem a ser uma ‘igreja educativa’. Urge, portanto, construir uma sociedade diferente – uma sociedade capaz de promover atitudes também diferentes nas pessoas, mudando de forma radical os instrumentos que são usados para educar os homens e as mulheres (ILLICH, 1990). Faz se necessário ‘abrir o caminho para um futuro cenário do qual terão desaparecido as escolas organizadas segundo os modelos atuais’ (ILLICH, 1975, p. 86-87). Isso porque as ‘escolas existem para graduar e, portanto, para degradar’ (ILLICH, 1975, p. 92). Assim, ‘não há qualquer razão para manter uma tradição medieval que obriga o homem a se formar para o ‘mundo secular’, encarcerando-o em uma redoma sagrada, seja ela um convento, uma sinagoga ou uma escola’ (ILLICH, 1975, p. 95). Portanto, a escola se opõe à liberdade, pois onde houver a escola não haverá lugar para a liberdade já que ela é a fábrica onde a dominação é produzida: ‘a escola, esta vaca sagrada, aumenta e torna racional a coexistência de duas sociedades, sendo uma colonizada pela outra’ (ILLICH, 1975, p. 98).”
MESQUIDA, P. Diálogo de Illich e Freire em torno de uma educação para uma nova sociedade. Disponível em <https://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/923/778> Acesso: 20 de out. de 2018. p. 557.
A partir da citação acima e da obra Em defesa da escola: uma questão pública, assinale a alternativa que explana CORRETAMENTE a posição teórica que Maarten Simons e Jan Masschelein adotam mediante as filosofias da educação que tratam da desescolarização e da consolidação do poder nas escolas: