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A crença em divindades e numa outra vida após a morte define o núcleo da religiosidade e se exprime na experiência do sagrado. A religião não transmuta apenas o espaço. Também qualifica o tempo, dando lhe a marca do sagrado. O tempo sagrado é uma narrativa. Narra a origem dos deuses e, pela ação das divindades, a origem das coisas, das plantas, dos animais e dos seres humanos. A narrativa sagrada é a história sagrada, que os gregos chamavam de: