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É preciso deixar claro que o ensino religioso não pode ser de forma nenhuma uma experiência de fé, muito menos servir de propaganda da fé e para a fé. Nem a escola pode se prestar a esse papel. Mas esse mesmo ensino religioso precisa se manter para a sua própria razão de ser, sob o fundamento do conhecimento das religiões e da própria história das religiões. A partir de uma abordagem antropológica e filosófica, que reconhece o fenômeno religioso como decorrência de sua propriedade humana, de sua condição existencial, e seguindo para uma abordagem mais específica e de nossos interesses, a ordem pedagógica, podemos dizer que o específico do ensino religioso é ajudar o aluno a se posicionar e a se relacionar da melhor forma possível com as novas realidades que o cercam, ou seja, o mundo, a vida, as relações sociais, a própria religião. Primeiramente, em relação aos seus limites, e depois quanto