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De acordo com MALFITANO (2011), a juventude vem ganhando visibilidade através de discussões e ações públicas mundiais em proporções ascendentes por ser caracterizada como um grupo social plural e emergente. Contudo, a partir de uma visão homogeneizante, os jovens são predominantemente interpretados como um “problema político” que requer o desenvolvimento de intervenções disciplinares e de controle. Tais intervenções debatem-se com a constituição jurídica, cultural e social da juventude, questionando quem deve estar em proteção, sob tutela, e quem tem a liberdade e a autonomia de decisão sobre si.
Com base no exposto, considere as seguintes afirmativas:
I - As discussões acerca das dimensões político-econômica e social que calcam a demanda juvenil contemporânea ganham pouca visibilidade, prevalecendo o argumento da intervenção para o “controle” da violência.
II - A mídia tem influência sobre veiculação, através de notícias relacionadas a comportamentos violentos por parte de adolescentes e jovens, interferindo de forma positiva sobre essa população.
III - O “problema da juventude” se instala quando há crise no mundo do trabalho e novas desigualdades estabelecidas, construindo uma visão uniforme e globalizada da juventude como “problema político” instalado na esfera pública e que interfere na dinâmica social.
IV - Para que as ações públicas ajam na sua potencialidade, é preciso que abandonem o paradigma do jovem como “problema”, referindo-se especificamente àqueles advindos de segmentos populares, e instituam esforços para a ressignificação dos objetivos institucionais em uma perspectiva direcionada à vertente emancipatória e autônoma.
Estão corretas as afirmativas: