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As interações medicamentosas são eventos que ocorrem por meio de diversos mecanismos, tanto em nível farmacocinético quanto farmacodinâmico. Em alguns casos são desejáveis, entretanto, na maioria das vezes, podem resultar em evento indesejável ao tratamento. Baseando-se no exposto, considere as afirmativas abaixo.
I | É considerada uma interação clinicamente desejável o uso concomitante de ampicilina e probenecida. |
II | O uso concomitante de antiácidos e alendronato é considerado uma interação clinicamente irrelevante. |
III | No processo de metabolismo, a indução enzimática pode aumentar a atividade metabólica, como a glucoronidação. |
IV | O uso concomitante de amiodarona e sertralina não aumenta o risco de prolongamento do intervalo QT. |
Estão corretas as afirmativas
Considere o caso clínico a seguir como referência para responder às questões 28 e 29.
A.M.S., 32 anos, casada, mãe de 4 filhos, comparece ao pronto-socorro clínico em cadeira de rodas, acompanhada do esposo, mãe e dois irmãos. Familiares dizem que, após ter encontrado o seu esposo com uma amante, ficou paralisada, ficou sem falar, caiu no chão, suas mãos fecharam-se e seus braços ficaram rigidamente flexionados sobre o seu tórax. Durante o acolhimento da enfermagem, A.M.S. começou a gritar, disse estar muito nervosa, com o coração disparado, suando muito, sentindo falta de ar, com a impressão de que iria morrer e que, mesmo assim, não conseguia movimentar os seus braços. Familiares disseram que a paciente já apresentou tal quadro anteriormente. |
Sobre esse caso clínico, o provável diagnóstico é
As questões de 1 a 10 desta prova são baseadas no texto abaixo.
CIBERCONDRIA e ansiedade
A INTERNET REVOLUCIONOU OS MODELOS DE COMUNICAÇÃO, PERMITINDO NOVAS FORMAS DE ENTRETENIMENTO, E O ACESSO À SAÚDE FOI REFORMULADO PARA NOVOS PADRÕES
Por Igor Lins Lemos
1º Atualmente, é difícil imaginar a extinção das redes sociais da nossa prática diária de comunicação, modelo praticamente impossível de ser retrocedido. A world wide web remodelou também os antigos padrões de relacionamento, seja através das redes sociais, dos fóruns ou dos programas de interação em tempo real. Não apenas essas modificações foram provocadas pelo avanço da cibercultura, o acesso à saúde também foi reformulado para novos padrões. Atualmente, é possível, por exemplo, verificar resultados de exames de sangue no endereço eletrônico do laboratório, acessar endereços eletrônicos sobre saúde mental e planos de saúde sem sair de casa. Facilidades estas que são consideradas de uso contínuo para as próximas décadas, ou seja, cada vez mais os recursos tecnológicos serão utilizados para esses e outros fins. A era da cibernética é real.
2º Apesar dos diversos benefícios da internet para a saúde humana, outra manifestação psicopatológica (vinculada ao campo eletrônico) vem sendo discutida, além do transtorno do jogo pela internet e das dependências de internet, de sexo virtual e de celular: a cibercondria. O nome é um neologismo formado a partir dos termos ciber e hipocondria. A hipocondria refere-se, de forma sucinta, a uma busca constante de reasseguramentos por informações sobre possíveis adoecimentos orgânicos, dúvidas essas que raramente cessam quando o sujeito encontra a possível resposta às suas indagações. E como pensar nesse fenômeno com a proliferação das buscas em relação à saúde na internet?
3º A procura de informações sobre sintomas e doenças na internet é comum e, muitas vezes, serve a propósitos úteis. De acordo com Aiken e Kirwan (2012), a internet é um valioso recurso na busca de informações médicas e continuará sendo por muitos anos. Porém, a web possui, em paralelo, um poder potencial de aumentar a ansiedade dos sujeitos sem treinamento médico, no momento em que estejam buscando diagnósticos em websites. Dessa forma, contemporaneamente, pessoas que são excessivamente angustiadas ou muito preocupadas com a sua saúde realizam pesquisas constantes na internet. Porém, apenas se tornam mais ansiosas ou amedrontadas. Pense por um momento e, em sua reflexão, responda a si se nunca fez uma busca na internet após receber seu exame de sangue ou surgir uma mancha em alguma região do seu corpo. Esse tipo de comportamento é bem frequente, mas apenas uma minoria apresenta uma manifestação patológica (cibercondríaca) desse funcionamento.
4º Fergus (2013) realizou um estudo com 512 participantes nos Estados Unidos; a média de idade foi de 33,4 anos, sendo 55,3% do sexo feminino. O objetivo do trabalho foi verificar o efeito da intolerância à incerteza na relação entre a frequência de buscas por informações médicas na web e a ansiedade com a saúde. Para essa pesquisa, foram aplicados os seguintes instrumentos: a Intolerance of Uncertainty Scale - 12 Item Version (IUS-12), a Short Health Anxiety Inventory (SHAI) e a Positive and Negative Affect Schedule (PANAS). Além disso, foram considerados outros dois pontos: a relação entre a ansiedade com a saúde como um resultado de buscas por informações médicas na internet e a frequência com que esse usuário busca por esse serviço.
5º De acordo com o autor, é comum que as pessoas encontrem e busquem esse tipo de informação na internet. Entretanto, são desconhecidos os motivos que levam uma parcela da população a desenvolver a cibercondria. O estudo em questão, então, seria uma forma de preencher essa lacuna na literatura científica. A pesquisa demonstrou que, quanto maior o nível de intolerância à incerteza, maior a chance de o indivíduo experienciar a cibercondria. Essa ansiedade pode se tornar ainda maior devido ao fato de a internet oferecer diversas informações para o mesmo problema, confundindo o usuário na identificação do seu problema sintomatológico. Além disso, nem todos os usuários são habilidosos em encontrar endereços eletrônicos confiáveis.
6º Dessa forma, cogite, por um momento, se tantas informações disponíveis na internet são fontes de relaxamento após a sua visita ao endereço eletrônico ou se esse ato gera ainda mais ansiedade. É comum, por exemplo, pacientes chegarem ao consultório de Psicologia com diagnósticos já estabelecidos por buscas que fizeram na internet. Resultado: muitas vezes, a informação é incorreta ou mal interpretada. Nunca deixe o profissional da saúde em segundo plano, priorize-o na busca por informações sobre o seu corpo.
Referências:
AIKEN, M.; KIRWAN, G. Prognoses for diagnoses: medical search online and "cyberchondria". BMC Proceedings, v. 6, 2012.
FERGUS, T. A. Cyberchondria and intolerance of uncertainty: examining when individuals experience health anxiety in response to internet searches for medical information. Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, v. 16, n. 10, 2013.
LEMOS, Igor Lins. Cibercondria e ansiedade. Psique. São Paulo, Editora Escala, nº 144, fev. 2018. [Adaptado].
Para responder às questões 06, 07, 08, 09 e 10, considere o excerto transcrito abaixo.
A procura de informações sobre sintomas e doenças na internet é comum e, muitas vezes, serve a propósitos úteis. De acordo com[1] Aiken e Kirwan (2012), a internet é um valioso recurso na busca de informações médicas e continuará sendo por muitos anos. Porém, a web possui, em paralelo, um poder potencial de aumentar a ansiedade dos sujeitos sem treinamento médico, no momento em que[2] estejam buscando diagnósticos em websites. Dessa forma, contemporaneamente, pessoas que são[3] excessivamente angustiadas ou muito preocupadas com a sua saúde realizam pesquisas constantes na internet. Porém, apenas se tornam mais ansiosas ou amedrontadas. Pense por um momento e, em sua reflexão, responda a si se nunca fez uma busca na internet após receber seu exame de sangue ou surgir uma mancha em alguma região do seu corpo. Esse tipo de comportamento é bem frequente, mas apenas uma minoria apresenta uma manifestação patológica (cibercondríaca) desse funcionamento. |
Sobre o uso da pontuação, afirma-se corretamente:
A Anquiloglossia é uma anomalia oral congênita que ocorre quando tecidos remanescentes,
que deveriam ter sofrido apoptose durante o desenvolvimento embrionário, permanecem na
face inferior da língua limitando seus movimentos. Sobre a anquiloglossia, considere as
afirmativas abaixo.
I O posicionamento baixo de língua causado pela anquiloglossia pode alterar o crescimento orofacial, impactando particularmente no desenvolvimento da maxila.
II A anquiloglossia leva ao desenvolvimento de adaptações/compensações durante a produção da fala, na tentativa de compensar a redução da mobilidade de língua, embora essas adaptações não interfiram na inteligibilidade da fala.
III A posição do osso hióide em crianças com anquiloglossia (7 a 11 anos) é mais anterior e rebaixada, quando comparada com crianças sem anquiloglossia. Por isso, crianças com anquiloglossia podem ter sua deglutição comprometida.
IV
O modo de trituração dos alimentos durante a mastigação permanece inalterado em
indivíduos com anquiloglossia, pois a redução na mobilidade de língua não interfere
na ação dos dentes molares e pré-molares.
Considerando o exposto, estão corretas as afirmativas
Para responder à questão, considere a situação descrita abaixo.
Um homem com 40 anos de idade se dirigiu a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e na
avaliação inicial com a equipe de enfermeiros, os valores de pressão arterial sistêmica
sistólica e diastólica verificados foram de 155/95 mmHg, respectivamente. O paciente foi
encaminhado a um profissional de educação física, que atua na equipe multiprofissional de
saúde, para avaliação do caso. O profissional de educação física constatou que o homem
apresentava comportamento sedentário, índice de massa corporal (IMC) de 31 kg/m 2
e baixo
nível de aptidão aeróbia e neuromuscular.