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Soberania em questão
Numa discussão permeada por riscos de xenofobia, a defesa da Amazônia depende de zelar pelo império da lei ESTRANGEIROS compram terras na Amazônia. E não apenas na Amazônia: com intensidade ainda maior, o cerrado mato-grossense, o interior paulista, o sul e o oeste da Bahia atraem o interesse de investidores internacionais. Em que medida esse processo ameaça a soberania do país? A questão é das mais polêmicas, desencadeando reações profundas na sensibilidade brasileira. A preocupação com a "cobiça internacional", em particular no que se refere às terras amazônicas, ecoa em diferentes setores da opinião pública. Manifestações sinceras de nacionalismo coexistem, às vezes, com discursos de outro tipo. Denuncia-se a cobiça estrangeira para defender a ganância, brasileiríssima, de quem invade territórios indígenas e devasta florestas sem precisar de auxílio externa nessa atividade. Folha de São Paulo, 14/06/2008: Editoriais.
Uma atitude tomada pelo poder judiciário brasileiro com o intuito de não ferir a soberania nacional foi