///
Na sala, pendurados como bandeirinhas de São João em barbantes, estavam os trabalhos já feitos. Folhas mimeografadas (tamanho de uma folha A4 cortada ao meio) traziam no topo uma resposta – escrita em letra maiúscula de imprensa –, no meio, um desenho e, embaixo, uma pergunta. As crianças tinham como tarefa colar ou colorir algum elemento nos desenhos elaborados pelas professoras. Tratava-se de uma parlenda. Na primeira folha se lia: “Cadê o docinho que estava aqui?”, com o desenho de um doce em uma forminha de papel crepom colada pelas crianças, seguido da frase: “o gato comeu, cadê o gato?!?” Na segunda folha se lia: “Está no mato”, com o desenho de uma cuca e, sobre ela, uma colagem de papel celofane verde, seguida da frase: “Cadê o mato?!?” Na terceira folha se lia: “Pegou fogo”, com o desenho de uma mula sem cabeça e, sobre o fogo da mula, no lugar da cabeça, também uma colagem de celofane laranja, seguida da frase: “Cadê o fogo?!?” Na quarta folha se lia: “A água apagou”, com o desenho de uma Iara colada sobre uma folha de papel celofane azul, seguida da frase: “Cadê a água?!?” Na quinta folha se lia: “O boi bebeu”, com o desenho de um boi do bumba meu boi colorido, seguido da frase: “Cadê o boi?!?” Na sexta folha se liam as frases: “Está amassando o trigo, cadê o trigo?” e “A galinha comeu”, com o desenho da galinha. Os desenhos mimeografados e a mesma proposta para dar cor ao trabalho deixavam as produções muito parecidas umas com as outras. (NUNES, M. F. R; CORSINO, P; KRAMER, S. Nos murais da escola: leituras, interações e práticas de alfabetização. In: Retratos de um desafio: crianças e adultos na educação infantil. São Paulo: Ática: 2009 p. 203)
Considerando as orientações presentes nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CNE/CEB nº 5, de 17 de dezembro de 2009), no que tange ao trabalho com a linguagem oral e escrita, em relação à atividade realizada pela professora, é correto afirmar que