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Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espalhados. Ah, que medo de começar e ainda nem sequer sei o nome da moça. Sem falar que a história me desespera por ser simplesmente demais. O que me proponho contar parece fácil e à mão de todos. Mas a sua elaboração é muito difícil.
(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de janeiro: Nova fronteira, 1984)
No processo de leitura e construção de sentido dos textos, levamos em conta que a escrita/fala baseiam-se em formas padrão e relativamente estáveis de estruturação, como no exemplo do trecho do romance “A hora da Estrela”, de Clarice Lispector. Sobre as concepções de língua e de letramento, nas quais as práticas orais têm um lugar de importância similar às práticas escritas, considere as afirmações nos itens a seguir sobre os objetivos do ensino da linguagem nas escolas:
I. Em uma concepção de letramento, é importante promover práticas de oralidade e de escrita de forma integrada, levando os alunos a identificar as relações entre oralidade e escrita.
II. Quando se pensa em letramento, o professor deve criar situações em que os alunos tenham oportunidades de refletir sobre os textos que leem, escrevem, falam e ouvem.
III. Letramento é a decifração dos códigos e das palavras, a pronunciação das letras, estabelecendo-se as regras de sonorização da escrita no seu idioma correspondente.
IV. Não basta apenas codificar e decodificar a língua escrita, é preciso desenvolver habilidades de produzir e ouvir textos de diferentes gêneros e com diferentes funções.
Da leitura de cada um dos itens, pode-se concluir que: