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Jean-Jacques Rousseau, que preferiu assumir o risco de se apresentar como um “homem de paradoxos” em lugar de permanecer como um “homem de pré-conceitos”, _____________ ao historiador do pensamento educacional um paradoxo fundamental: a obra cuja influência foi, sem contestação, a mais profunda e a mais durável no desenvolvimento do movimento pedagógico, a que, segundo a fórmula de Pestalozzi, marcou “o centro do movimento do antigo e do novo mundo em matéria de educação”, fundamenta-se em um total desprezo da prática, descartada pela pena de Rousseau no prefácio do livro L’Emile ou de l’éducation (“Emílio” ou “da educação”), ridicularizada em um momento em que um entusiasmado pai apresentava o filho educado segundo os “novos princípios”, mas, profundamente contraditório, pois abandonara seus próprios filhos.
Rousseau não foi um bom preceptor, longe disso.
O enigma _____________: por que práticos como Pestalozzi, Fröbel, Makarenko, Dewey, Freinet – todos engajados em experiências históricas – jamais puderam se afastar de Emílio, essa obra de pura utopia, e a ela sempre retornaram regularmente, como o sequioso volta a uma fonte de águas límpidas? A ele retornaram em busca de consolo a seus próprios fracassos, ou a obra do genebrino apresentava-lhes qualquer coisa de particular, que não cessava de inspirá-los e cujos efeitos não parecem ainda estar esgotados?
Sobre o texto, analisar os itens abaixo: I - Rousseau deixou de ser um homem de pré-conceitos.
II - Os questionamentos feitos ao final do texto são pertinentes uma vez que nem Rousseau, quem escreveu o livro, voltava a ele.