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Em seu livro intitulado Estado de exceção, Giorgio Agamben argumenta que no século XX o autoritarismo estruturou se como um “novo paradigma de governo”. O autor demonstra que os governos, depois da “Primeira Guerra Mundial – e nos anos seguintes – parecem, nessa perspectiva, como um laboratório em que se experimentaram e se aperfeiçoaram os mecanismos e dispositivos funcionais do estado de exceção como paradigma de novo governo. Uma das características essenciais do estado de exceção – a abolição provisória da distinção entre poder legislativo, executivo e judiciário – mostra sua tendência a transformar-se em prática duradoura de governo”.
(AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 19-23).
Nesse sentido, tomando como base o tema relações políticas e Estado, podemos concordar com Agamben porque: