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A indústria de alimentos experimentou um grande avanço depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), com a entrada no mercado dos produtos instantâneos. A nova opção alimentar se ajustou às necessidades da sociedade, cujo ritmo de atividades econômicas foi se acelerando, enquanto se reduziu drasticamente o tempo disponível das famílias para o preparo da alimentação.
A expansão dessa indústria se apoiou no aprimoramento e no desenvolvimento de técnicas de desidratação, congelamento e higienização, entre outras. A criação de novas embalagens também contribuiu para garantir prazos de validade cada vez maiores. As técnicas de embalagem a vácuo, por exemplo, permitem conservar muitos alimentos industrializados sem refrigeração.
“A dificuldade que as pessoas têm de preparar seu próprio alimento no dia a dia, principalmente pelo pouco tempo disponível para a alimentação, ou pela distância entre o trabalho e a residência, fez com que, cada vez mais, os alimentos industrializados ganhassem espaço nas refeições diárias”, observa Paulo Roberto Nogueira Carvalho, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL).
Carvalho acrescenta que a cor presente em grande parte dos alimentos industrializados atuais, os aromas e, muitas vezes, até mesmo o sabor são intensificados pela adição de substâncias químicas. “Muitos alimentos só conseguem ser comercializados com segurança quando são artificialmente conservados por produtos químicos adicionados durante a fabricação. Mesmo quando não utilizados diretamente nos alimentos, os produtos químicos apresentam enorme importância na sanitização dos locais onde esses alimentos são produzidos”, explica.
O especialista mencionado no texto destaca aspectos considerados positivos (a criação de técnicas de embalagem a vácuo, por exemplo) e negativos (como a adição de corantes e aromatizantes aos alimentos) na expansão da indústria alimentícia.