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Quando se aprofunda a discussão sobre as relações entre educação e religião no Brasil e, mais precisamente, se discute a presença do Ensino Religioso como disciplina nas escolas públicas do Ensino Fundamental no país, se analisa que a origem e o desenvolvimento histórico da educação pública no Brasil são estreitamente ligados ao estabelecimento da religião católica no país. Tal relação, após quase cinco séculos de história, permanece ainda no horizonte acadêmico como importante referência de pesquisa. Excetuando-se o período da instituição da República, o Ensino religioso esteve presente em todo o processo histórico educacional brasileiro. Somente ao final do século XX surgiu a ideia da criação de uma identidade pedagógica, pautada em parâmetros epistemológicos a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN, n. 9394/96). Isso permitiu a inclusão dessa disciplina como componente curricular da educação básica. Tendo como principais fontes o documento dos Parâmetros Curriculares para o Ensino Religioso, a legislação educacional brasileira e documentos recentes da Igreja Católica, nestes se pode constatar que o atual modelo proposto para o Ensino Religioso na Escola Pública não cumpre com os objetivos de isenção proselitista com os quais se comprometeu (AMARAL, 2003, p. 1).
Assinale a alternativa que apresenta evidências desta falta de isenção proselitista: