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Para Lück (2006), a Gestão Democrática não é apenas um ideal político, mas uma condição estruturante para a qualidade social da educação, e ela se efetiva por meio da participação e da corresponsabilidade. A participação é um movimento inerente que cria as condições para que todos os membros da coletividade escolar – profissionais da educação, pais, estudantes e comunidade – não só tomem parte nas decisões importantes, mas, crucialmente, assumam a responsabilidade por sua implementação. Essa corresponsabilidade (ou coautoria) é a essência da gestão participativa: ela significa que as decisões tomadas em conjunto implicam um compromisso compartilhado para coordenar esforços, mobilizar energias e sustentar as ações, garantindo que o trabalho seja mais efetivo e vise à melhoria contínua da aprendizagem. Assim, a gestão democrática descentraliza a liderança e o poder, exigindo de todos os envolvidos uma atitude de compromisso, competência e dedicação focada nos resultados educacionais desejados.
Segundo Lück, a prática do diretor decidir tudo sozinho e informar o colegiado e/ou a comunidade se caracteriza como