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No livro O que é religião?, Rubem Alves afirma que “as esperanças do ato pelo qual os homens criaram a cultura, presentes em seu próprio fracasso, são horizontes que nos indicam direções. Essa é a razão por que não podemos entender uma cultura quando nos detemos na contemplação de seus triunfos técnico-práticos. Porque é justamente no ponto no qual ela fracassou que brota o símbolo, testemunha das coisas ainda ausentes, saudade de coisas que não nasceram... Aqui surge a religião, teia de símbolos, rede de desejos, confissão da espera, horizonte dos horizontes, a mais fantástica e pretensiosa tentativa de transubstanciar a natureza”.
No capítulo “Símbolos da ausência”, o autor oferece importante tese sobre o surgimento do fenômeno religioso. Segundo essa reflexão, é INCORRETO afirmar: