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No que diz respeito ao trabalho infantil, analise as afirmativas a seguir:
I. O trabalho infantil marginaliza a criança pobre, privando-a das oportunidades que são oferecidas às outras. Sem poder viver a infância de forma adequada, estudando, brincando e aprendendo, a criança que trabalha não é preparada para vir a ser cidadã plena e tende a contribuir para a perpetuação do círculo vicioso da pobreza e da baixa instrução.
II. Atualmente, a Constituição Brasileira determina que a idade mínima para a entrada no mercado de trabalho é de 14 anos. O trabalho noturno, perigoso ou insalubre (que pode ocasionar doenças) é permitido apenas a maiores de 18 anos. Apenas na condição de aprendiz o adolescente pode exercer trabalho remunerado, dos 12 aos 14 anos, com direitos trabalhistas garantidos, em jornada e regime especificados na lei. Nos termos do art. 10 da Lei nº 10.097/2000, “É proibido empregar menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos doze anos”.
III. Apesar de todo o amparo legal, crianças e adolescentes brasileiros continuam trabalhando, com a conivência de grande parte da opinião pública. Culturalmente, o uso da mão-de-obra infanto-juvenil tem sido socialmente aceito sob a justificativa de atender às necessidades de aumento da renda familiar e de educar as crianças pela disciplina do trabalho.
IV. Enxergar a infância e a adolescência sob a ótica da proteção integral, preconizada na legislação brasileira, precisa ser aceita, melhor compreendida e assimilada por diversos segmentos da sociedade brasileira, o que significa um processo de mudança de valores culturais. Persistem padrões que justificam o trabalho infantil para filhos de famílias pobres e excluídas, como alternativa ao ócio e à marginalidade.
Assinale a alternativa correta: