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Considere a seguinte situação hipotética: Diego é portador da Síndrome de Down e perdeu seus pais quando ainda era uma criança, com cinco anos de idade. Em razão da síndrome que lhe acomete, através do processo judicial de curatela, passou a ser curatelado por seu irmão mais velho Miguel. Passados 23 (vinte e três) anos, agora Diego conta com 28 (vinte e oito) anos de idade, Verônica, a irmã mais nova de Diego e Miguel, não concordando em como a curatela e administração dos bens de Diego estava sendo conduzida – pois havia prova da dilapidação do patrimônio de Diego por parte de Miguel, ocorrida há mais de dez anos, requereu a exclusão de Miguel como curador de Diego, e a substituição do curador para a própria Verônica, no que foi deferido pelo Poder Judiciário. Então, Verônica ajuíza ação judicial de cobrança contra Diego, por causa da dilapidação do patrimônio de Diego, requerendo a devolução de valores do patrimônio dilapidado. Citado, Miguel em sua contestação, através de seu advogado, pede a extinção da ação, alegando a prescrição do direito de ação, pois a dilapidação ocorreu há mais de dez anos. Em réplica, se você fosse advogado(a) de Verônica, qual seria sua fundamentação para o prosseguimento da ação (não ser extinta), de acordo com o Código Civil?